terça-feira, 21 de outubro de 2014

Curso Cultural Lens - Aplicação de recursos da Antropologia para estruturar insights em SP dia 29 de outubro

Mais informações acesse: http://www.sbpm.org.br/cursos_exibe.asp?id_curso=49

Why do academics dress so badly? (Answer: they are too happy

 by
The Guardian,

Paisley body warmers? Cornish pasty shoes? ‘Amusing’ cufflinks? Fortunately, Marx can explain our crimes of fashion
Scruffy academics
The opposite of smart casual? Scruffy formal, and the default look of many an academic. Photograph: Murdo Macleod for the Guardian
“I do like your shirt,” said a female colleague. “And your suit.” She then paused before adding: “But what I particularly like is that your shirt goes with your suit. So rare for academics.” Sadly the observation is well made.
A few years ago another colleague read out an invitation to an event where the dress code was “smart casual”. What would be the opposite, he asked? It struck us both at once: “scruffy formal”. And what would that describe? Easy. A male professor, not too far from retirement, going to a university function, wearing clothes that have aged even faster than their owner.
Here is how you dress for such an event. You go to your wardrobe and randomly pull out a garment called a “pair of trousers”, another called “a shirt”, another called “a jacket”, and another called “a tie”. Then you put them on. Then you look in the mirror to make sure that you have put each in roughly the right place. The end.
In high society, the inequity of the difference between male and female dress codes has often been noted. All a man needs is a dinner suit and a servant to sponge off the soup stains between outings. A woman needs a different dress for each event, for fear of being spotted in the same thing twice. But does a similar inequality apply in academic circles? From time to time students do mention a lecturer’s clothes in questionnaires. Sometimes the comments are positive but irony can’t be far from the surface. As far as I recall students are more cutting about male failures than female, including a diagram I once saw on an evaluation form to illustrate the quilted paisley-patterned “body warmer” worn by the lecturer.
Should academics really worry about how they look? Some, it seems, plainly don’t, but a colleague told me it probably takes her as long to decide what to wear to project her “I don’t care” look, as it does others who dress to impress. This, possibly, does mark a gender split. Men can just put on the same clothes every day until the trousers run away on their own in protest when you try to pick them up off the floor.
In The Wealth of Nations, Adam Smith pointed out that although there were other, cheaper, ways of keeping warm and covering your top half, no man could “appear in public without shame” in the late 18th century unless he was wearing a linen shirt. Is there an equivalent in today’s senior common room? If there is, I haven’t noticed, apart, perhaps, from those shoes that look like Cornish pasties. But cultures differ and no doubt the mathematicians have different rules from those in the drama department.
Still, there are some tricks of the trade. If you want to be obstructive in a meeting it is a very good idea to be the best-dressed person in the room, so that you come over more like a management consultant than a 60s throwback. For a man, cufflinks help, though please avoid anything that is meant to be amusing. And if they have the university crest on them everyone will know that you are playing a game. For a woman, a Hermès scarf should be enough to swing the vote.
If it is true that academics dress badly then I think Karl Marx explains why. In his Economic and Philosophical Manuscripts of 1844, Marx explored the idea of “alienated labour”. He was troubled by the fact that in the emerging capitalism of his day, work, especially on the production line, had been de-skilled to the point where the labourer exercised none of his or her distinctively human characteristics in the workplace, and thus was reduced to “an abstract activity and a stomach”. What is one to do under such miserable conditions? Well, Marx observed, we take solace in our merely “animal functions”, which include “eating, drinking, procreating and … dressing up”. There we have it. Academics dress badly because we are so fulfilled in our work.
Jonathan Wolff is professor of philosophy at University College London and dean of arts and humanities
• This article was amended on 21 October 2014 to correct the warn/worn homophone.
fonte: http://www.theguardian.com/education/2014/oct/21/why-do-academics-dress-so-badly

sábado, 11 de outubro de 2014

Popularização de celulares revoluciona classes C, D e E

Popularização de celulares revoluciona classes C, D e E

0_onu RIO — Um passado sem rosto e sem rastro transformou a figura da mãe numa pálida lembrança. E levou consigo a imagem da menina Camila, ex-moradora de rua, sem deixar na adulta a certeza de como era quando criança. Com a morte da mãe no parto do oitavo irmão, há nove anos, depois de peregrinar com os sete irmãos pelas ruas de diversos bairros do Rio, ela ganhou uma casa. Foi morar com a tia, em Duque de Caxias. Cada irmão seguiu para viver com um parente.
A história da família Gomes, até a geração de Camila Claudia, hoje com 21 anos, é apenas oral. Não há um único registro fotográfico dessa vida nômade. Nem fotos, nem documentos. Camila não tem certidão de nascimento, o que impede o acesso aos direitos mais elementares. E não se lembra de ter visto fotos da mãe.
Uma aflição latente ficou de herança. Os nascimentos de Camille, de 2 anos, e Sofia, de 5 meses, trouxeram um novo desejo à vida da menina sem foto. Há pouco menos de dois anos, ela comprou um celular com câmera, exclusivamente para fotografar a primeira filha.
Camila tem a chance agora de deixar impressa sua passagem pelo mundo. Ela ilustra farta variedade de estatísticas que apontam para o consumo crescente de celulares e câmeras digitais no país, instrumentos também de inclusão. Nos últimos três anos, o item de consumo que mais cresceu no Brasil foi a câmera digital (de 20% para 35%), indicam dados da consultoria Kantar Worldpanel, divulgados em setembro. Um estudo da Fecomércio do ano passado mostra que, de 2003 a 2009, o gasto com celular já havia aumentado 63,6% em todas as classes sociais. Na E, chegou a 312%.
Soma-se a estes um outro dado, e a equação se completa: cerca de 66% dos brasileiros usam o celular para tirar fotografias, segundo pesquisa do Instituto Data Popular colhida este ano.
A democratização do acesso se consolidou, confirma a assessora econômica da Fecomércio-SP, Kelly Carvalho. A oferta maior de crédito, a ascensão das classes C, D e E, e a popularização irreversível da internet são agentes dessa revolução nos costumes:
— Hoje é quase impossível imaginar alguém que não tenha acesso a isso.
A antropóloga Hilaine Yaccoub, uma das autoras do blog Consumoteca, que analisa hábitos de consumo das classes C, D e E, atesta que estamos diante de novos tempos, moldados pela democratização do acesso ao registro de imagens. Tempos em que as classes populares deixaram de ser apenas o objeto fotografado (e, mesmo assim, discretamente) e tornaram-se também agentes desse universo pictórico: são produtores, em escala crescente, de imagens de seu cotidiano.
— A história oral da vida das famílias passa a ter um registro. As fotografias são uma narrativa, uma forma de contar a própria vida. Sempre quem tirava as fotos era gente de fora desse grupo social mais popular. Agora são eles falando e retratando a si mesmos. Antes, o processo era mais caro e mais complexo. Agora, é uma possibilidade de registros de descobertas. Muitas dessas descobertas são relacionadas a consumo, sabores, viagens — ressalta Hilaine.
Esse registro cotidiano era impensável em outros tempos. Antes da fotografia, no século XIX, apenas os muito ricos conseguiam pagar pelo registro, em pintura, de seus retratos.
— O homem comum não tinha esse acesso. Quando a fotografia surgiu, foi a oportunidade de a burguesia emergente ter acesso a um tipo de imagem de si mesmo que até então só a aristocracia fazia — narra o pesquisador e fotógrafo Pedro Karp Vasquez.
Enquanto comprava o celular, a prestação, Camila Claudia buscava um jeito de se registrar formalmente. Chegou a procurar em quatro cartórios de Duque de Caxias, sem o menor indício do lugar onde nascera. Ela diz que sabe seu nome porque a tia assim contou. Mas não consegue provar sua existência em nenhuma instância oficial. Enfrentou seu maior drama quando Camille nasceu, numa maternidade em Caxias: foi impedida de sair do hospital, porque não tinha como registrar a filha. Conseguiu uma autorização provisória, mas teria que providenciar os documentos. Antes disso, deixou a cidade e mudou-se para um casebre de três cômodos, na Gamboa.
Notebook para guardar fotos das filhas
A agonia se repetiu com o nascimento de Sofia. E ela se comprometeu novamente a providenciar os documentos. Antes disso, comprou, com a ajuda do marido, que ensaca farinha em um moinho, um notebook de segunda mão, cuja única função é guardar as fotos que faz das filhas. Camila agora espera o resultado de um processo aberto pela Defensoria Pública do Rio para conseguir o registro civil. E abrir caminho para o das filhas.
Camille e a irmã são fotografadas quase todos os dias em casa.
— Aqui é ela fazendo pose, ela adora ser fotografada. Ela vai poder mostrar para os filhos — exibe Camila, enquanto passa as fotos no celular. — Aqui é a Sofia, internada com bronquiolite — completa.
O registro fotográfico, para a psicóloga Maria Tereza Maldonado, ajuda na construção de uma identidade. É uma maneira de revisitar um museu pessoal.
— É uma prova concreta da existência. Muito da nossa memória vai para o arquivo do inconsciente, que pode ser revisitado nas fotografias. Isso tem um forte significado na construção da identidade.
O acesso a esse registro fotográfico alcança pessoas que não tinham essa possibilidade. Abre-se assim um leque fantástico no campo emocional. Os momentos mais triviais são fotografados — analisa.
A aposentada Maria Eunice Franco da Conceição, de 53 anos, hoje registra detalhes prosaicos de sua vida com a euforia da criança que não teve chance de deixar uma única imagem sua para o futuro. Criada em Feira de Santana, cidade agreste a 107 quilômetros de Salvador, na Bahia, Eunice lembra poeticamente de uma infância sem glamour ou brinquedos. Tem uma memória fotográfica dos dissabores vividos naquele chão de terra batida, dos sonhos que tinha sobre um colchão de capim. A primeira foto de si mesma foi a da carteira de trabalho. Depois veio a que aparece grávida da filha, Taís Angélica, hoje com 23 anos. Maria Eunice já tinha 30. No ano passado, ela tornou-se uma das alunas do curso de Fotografia Social organizado pela UniSuam e pela Prefeitura do Rio no Complexo do Alemão, onde mora.
— Eu não me lembro de qualquer fotografia. Mas me lembro da imagem de um lugar vago, muita terra seca, vermelha, o sol tremia, eu de pezinhos no chão, magrinha, com uma lata d’água na cabeça — conta Maria Eunice, que, com os cinco irmãos, foi abandonada pela mãe dos oito aos 12 anos.
Do pai, não ficou imagem concreta alguma. Apenas uma vaga recordação:
— Ele era mau, coloquei isso na minha mente, aí eu não me lembro dele. Sei que era alto, sarará. Me recordo do vestido que usei no enterro dele, branco com bolinhas pretas. E esse vestido acabou se tornando o de todas as festas. Era o único que eu tinha.
A mãe, Aldair Franco da Conceição, de 73 anos, que tinha se mudado para o Rio, voltou a criar os filhos depois da morte do ex-marido, quando Maria Eunice tinha 12 anos. Dona Aldair é o foco predileto das fotos da filha. Elas organizam uma intensa agenda de passeios, tudo documentado em fotos. A tecnologia ainda assusta. Dona Aldair só vê as imagens em papel. Eunice também prefere o acervo à moda antiga.
Fonte: http://oglobo.globo.com/tecnologia

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Culturelab Tendências e Consumo é tema de reportagem no Jornal O Dia




Eu e Carol Althaller estamos esperando vocês, ainda há vagas! Cola com a gente! 

No Rio... mais informações contato@studio512.com.br

Começa segunda feira dia 13/outubro. 4 encontros (seg e quartas) 12h aula, certificado e coffebreak. Delicia!


quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Culturelab no Mundo do Marketing: 7 Tendências de comportamento da nova geração

7 tendências de comportamento da nova geração

Busca pela paz interior, experiências que tirem o consumidor da realidade e debates em relação a temas relacionados a minorias são algumas das prioridades dos jovens

Por Renata Leite, do Mundo do Marketing | 08/10/2014

renata.leite@mundodomarketing.com.br

Os jovens, hoje, já não se contentam mais em comprar apenas um produto. Eles estão atrás de experiências que deem significado à aquisição e justifiquem, inclusive, o compartilhamento da vivência com amigos nas redes sociais. O consumo pelo consumo tende a diminuir cada vez mais nos próximos anos, o que representa um desafio e tanto para as marcas. Como conversar com essa nova geração? O primeiro passo é entender que as prioridades mudaram e se refletem em sete novas tendências de comportamento.
A primeira questão a ser levada em consideração é que o tempo desses consumidores se tornou mais caro. Após uma overdose de estímulos diretos das marcas, de conteúdos e de informações, as pessoas estão deixando um pouco de lado o multitasking, ao menos em determinados momentos do dia, para buscarem uma tranquilidade mental. O sentimento de cansaço as leva a cultivarem práticas que visam a uma paz interior e mais leveza na vida. Já não é qualquer oferta aquela capaz de ganhar a atenção dos jovens.
A tendência do “Mindfullness” fica clara na crescente busca por experiências espirituais, de ioga, de massagem, de SPA e de relaxamento. “As pessoas estão mais preocupadas com o bem-estar, com seus horários, em terem uma vida mais focada e regrada, que as permita dar mais atenção à família. Elas querem soluções mais certeiras, estão procurando um produto determinado e não uma multiplicidade de oportunidades”, resume Carol Althaller, pesquisadora de tendências especializada em comportamento do consumo, cultura urbana e comportamento jovem, em entrevista ao Mundo do Marketing.
Consumismo com os dias contatos?
Esses comportamentos se posicionam como opostos ao consumismo, mas não completamente, já que representam um alento no cotidiano ainda corrido. A meditação, por exemplo, é muito praticada em metrópoles como Nova York e Londres como uma forma de repor energias e aguentar o ritmo acelerado de vida. Não é um modelo alternativo ao sistema, mas uma forma de garantir a performance nele.
Algumas marcas já estão conseguindo tirar vantagem desse novo comportamento do consumidor, como a Selfridges, que criou em suas lojas o No Noise, espaço para quem busca momentos de paz e tranquilidade. A iniciativa promovida no início de 2013, ia além das vendas, convidando os consumidores a entrarem na “Sala do Silêncio”, encontrando a calma no meio da multidão. No local criado para o relaxamento, eram proibidos sapatos, celulares e outras distrações do Século XXI, que deveriam ser deixados em lockers disponíveis.
Há também produtos que estão sendo lançados já dentro dessa nova filosofia, como o Slow Cow, bebida que promove o efeito inverso dos energéticos. O produto chegou ao Brasil no fim do ano passado, com os jovens como público-alvo. Entre os slogans da bebida estão “Mais calma. Mais foco” e “Relaxa o nervo. A noite é longa”. O líquido azulado promete ajudar a manter a concentração e o desempenho no dia a dia atribulado, mas tudo com calma. Parece contraditório? Para a nova geração, não é.
Passagem para fora da realidade
Esse comportamento de busca pela tranquilidade leva à segunda tendência: as pessoas estão atrás de atividades em que as façam se desligar da realidade e viver algo completamente novo. A nova geração é de Experiential Seekers. “Os consumidores passam a ter valores pós-materialistas, em que buscam experiências em vez de produtos. As pessoas estão indo para o festival Burning Man, no meio do deserto, para passar uma semana trocando coisas. Elas querem ser protagonistas, fazer parte de algo maior e não apenas comprar um item”, analisa Carol.
Nessa tendência, entram os festivais de música como o Tomorrowland, que acontece pela primeira vez no Brasil em 2015 e teve todos os 180 mil ingressos vendidos em apenas três horas. Uma solução mais simples e acessível às marcas foi a iniciativa da Farm de montar uma feira no meio da Gávea, bairro da Zona Sul carioca, em que eram oferecidos obras de arte, quitutes e peças suas e de parceiras. A ação tirou suas consumidoras do lugar comum de adquirir roupas e acessórios da marca em sua loja para ganharem uma experiência muito mais rica e completa.
Um dos reflexos desse comportamento dos jovens está em sua preferência por fazer uma viagem do que uma compra. “A nova geração mira no que dá prazer e não no que dá dinheiro. Ele faz o que gosta, mesmo que ganhe menos e é por isso que ele tende a investir no que realmente provoque uma experiência diferenciada, como uma viagem. Ele está menos preocupado em comprar e mais em criar algo dele, mais autoral e econômico, simultaneamente. Isso nos leva à terceira tendência: a Cultura Maker”, diz a pesquisadora.
Cultura “maker”
Mais do que nunca, as marcas precisam apurar suas observações em relação ao que motiva os consumidores, à percepção deles em relação aos produtos, ao momento de compra e até ao de descarte. “O consumidor está num processo de empoderamento, no qual ele customiza e cria alternativas para os bens e serviços. Os usos podem ser completamente diferentes ao que a empresa idealizou no momento de produção”, diz a antropóloga do consumo Hilaine Yaccoub, em entrevista ao Mundo do Marketing.
Hilaine oferece, ao lado de Carol Althaller, o curso Culturelab Tendências e Consumo, que começa no próximo dia 13 no Studio 512, no Jardim Botânico, Rio de Janeiro. Em quatro aulas, a dupla buscará desconstruir certezas e estereótipos e entregar ferramentas para profissionais e empreendedores serem capazes de olhar e interpretar os detalhes da vida cotidiana. A ideia é que eles possam prever marolas que tendem a se tornar ondas e até tsunamis no futuro próximo.
Outro novo padrão comportamental que vem ganhando essa intensidade nos últimos tempos é o de cobrança por direitos e responsabilidades civis por parte das marcas. A quarta tendência passa pela habilidade de os consumidores trackearem e quantificarem tudo. Eles assumiram o controle e estão mais focados em suas compras. Os discursos vazios são mais fáceis de serem desmascarados em simples pesquisas em sites como o “Reclame Aqui”. As empresas que abraçam causas em prol de todos tendem a sair na frente nesse contexto, como é o caso do Meu Rio, rede que mobiliza cariocas e já conseguiu exercer pressões para a aprovação da Lei da Ficha Limpa e para a manutenção de um projeto social na comunidade do Cantagalo, cujo terreno seria cedido para uma empreiteira.
Dinheiro já não é tudo
Se por um lado a internet facilitou essa participação maior – basta lembrar das mobilizações de junho de 2013, que começaram nas redes sociais –, a web também abriu portas para as marcas, na quinta tendência das New Currencies. Ela alterou a forma de se pensar o varejo. As lojas passaram a vender a partir de um tweet, foto ou post com uma hashtag. E menções nas redes sociais podem valer como novas moedas de troca para, por exemplo, baixar livros ou músicas. O dinheiro já não impera mais como único protagonista das relações econômicas, principalmente quando fazer o que se gosta é o que importa e isso não necessariamente significa ganhar suficiente para comprar coisas.
A sexta tendência aponta para a emergência de debates de temas relacionados às desigualdades por padrões de etnias, nacionalidades, religiões e sexualidade. Esses assuntos estão sendo discutidos a todo momento, especialmente nas redes sociais, o que leva a mudanças de comportamento: homens estão se assumindo mais sensíveis, mulheres estão lutando por direitos iguais em diferentes esferas sociais, diversas composições familiares estão surgindo – e aparecendo em comerciais de TV.
Campanhas de marcas como a Diesel e a Barney’s já deram voz a questões feministas que estão sendo levantadas e defendidas nas redes sociais. Apropriar-se dessas temáticas e se posicionar em relação a elas pode ser interessante para as marcas desde que alguns cuidados sejam tomados. A Nestlé lançou recentemente um vídeo captado por uma câmera colocada nos seios de uma mulher. A peça mostrava como essa parte do corpo feminino é olhada por todo o tempo enquanto ela caminha pelas ruas.
Cuidado na execução
A causa era boa – o combate ao câncer de mama –, mas a execução levantou polêmica, especialmente entre feministas. “Pode fazer sentido para a marca falar com esse nicho e tratar do empoderamento da mulher, mas é preciso ter coerência. Dove aproveita o tema muito bem ao retratar a mulher comum em suas propagandas”, conta Carol.
A sétima tendência aponta para oportunidade para marcas que promovam ações que unam as pessoas. Diferentes grupos sociais querem dialogar entre si e estar junto. Existe uma busca por sociabilidade, aprendizado e lazer. Ocorrem movimentos como a volta dos karoquês, onde se pode chegar sozinho e rapidamente se juntar a um grupo e fazer amigos quase que instantaneamente, assim como a criação de novos espaços para saborear comida de qualidade, como os foodtrucks, nos quais já na fila é possível trocar ideias sobre o que irá pedir e criar laços.
Esse tipo de relação é potencializada pela internet, que favorece a formação de grupos que ganham dimensões de movimentos culturais. Um exemplo é o caso do Passinho Carioca, estilo de dança que começou a ser compartilhada na web e levou a encontros nas ruas para embates performáticos. O objetivo é estar junto, aprender e mostrar habilidades.
Fonte:

http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/comportamento-do-consumidor/31888/7-tendencias-de-comportamento-da-nova-geracao.html?utm_medium=e-mail&utm_source=mail2easy&utm_campaign=Newsletter+Dia

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

ALOU BH tô chegando ai pra comer pão de queijo com ocês









Foto: Pesquisadores, profissionais de marketing e comunicação, empreendedores, exploradores do mundo (que querem e precisam saber um pouco de tudo) nosso mais novo curso vem com dedicatória: é pra vocês. :)

https://www.facebook.com/events/291428997727791

*

Toda experiência cotidiana pode se transformar em uma aventura antropológica, basta saber olhar, transformando o exótico em familiar e vice-versa. Como fazer isso?

Etnografia. O fazer etnográfico está para além de um mero método de pesquisa, sua alma está em entender as pessoas, suas formas de agir, pensar e principalmente compreender as lógicas que estão por atrás de cada ação e pensamento, só então poderemos traduzir seus valores, escolhas, motivações, gostos, preferências, modos de ser etc.

O curso tem como objetivo apresentar o método etnográfico, seus principais conceitos e técnicas de pesquisa associadas como observação e entrevistas. Além disso, um passo-a-passo de como proceder no trabalho de campo, offline e online (netnografia).

Animou? Vem cá pedir saber mais e fazer logo sua inscrição: https://www.facebook.com/events/291428997727791
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sábado, 20 de setembro de 2014

Tedx Inatel




Participar de um Tedx é indescritível. Quando termina dá vontade de contar mais histórias. Tratei em 18 minutos a experiência que vivi como antropologa morando em um bairro popular na região metropolitana do RJ com a finalidade de estudar os "gatos" de energia elétrica. Um projeto desenvolvido por uma concessionaria que comprou minha ideia. Uma aventura antropológica inigualável. 8 meses de imersão, participante total na vida cotidiana das camadas populares emergentes. Grandes descobertas. 




Antropologia do Consumo na Empresa: bens e serviços nas relações sociotécnicas.
Agradeço publicamente ao meu ex-diretor Carlos Oliveira que acreditou no projeto e a minha orientadora Prof Dra Laura Graziela Gomes por ter aberto os caminhos e apresentado um universo para além dos estudos tradicionais da antropologia. 
Vamos caminhando e até o próximo Tedtalk!