sexta-feira, 15 de maio de 2015

MANUAL PRÁTICO DA MULHER SOLTEIRA INDEPENDENTE: Episódio "Ménage a Tinder"



    Finalmente minha coleta de dados no grandioso mundo de Tinderland dá um tempo até segunda ordem. Até aqui foram 2 meses de aprofundado trabalho de campo (diário) fazendo dezenas de contatos, entrevistas virtuais e presenciais além de vivenciar algumas histórias pitorescas. Uma delas eu contarei hoje. Certo dia uma amiga reclamou comigo que estava difícil encontrar alguém, não tinha tempo ou ânimo para bares e no meio da conversa sugeri que fizesse um perfil no Tinder, dei algumas dicas (as mesmas que recebi de um aluno muito querido que me introduziu a este universo) e lá foi ela brincar de dar likes ou rejeitar rapazes naquele imenso cardápio de gente.

    No meio dessa história toda, todas as vezes que ela encontrava ou conversava com alguém nos falávamos para trocar impressões, ela tem me ajudado muito com a pesquisa e era motivo de estarmos sempre em contato. Até que um dia, estávamos conversando e pronto, descobrimos que estávamos falando com o mesmo sujeito. Ele já falava comigo fazia algum tempo, tínhamos vínculos para além do Tinder (somos da mesma cidade e isto facilita muito as coisas) e quando vi que o carinha estava flertando com minha parceira de pesquisa. Morri de rir, aliás, morremos de rir. Na mesma hora eu e ela começamos a desenhar de forma maquiavélica e astuta as muitas impressões que havíamos coletado do sujeito. Os discursos e as posturas... e de alguma forma me senti num triângulo amoroso, só que virtual. Pirei (no bom sentido).

    A situação me fez pensar se de fato as relações estabelecidas pelo aplicativo são confiáveis porque a qualquer momento você pode voltar ao catálogo e escolher um novo espécime. Ou então manter conversa com vários outros ao mesmo tempo. Já encontrei um informante com mais de 300 matches (ou seja, mais de 300 moças que gostaram dele e ele mantinha como possibilidade, medo).

    Mandei mensagens para o rapaz em questão e comecei a perguntar sobre a minha amiga sem entrar em grandes detalhes, em segundos chegaram explicações, respostas...ele parecia ter ficado meio em pânico, queria marcar Skype para se explicar, hahahaha. Eu dizendo..."tudo bem... tá tudo certo, ela é ótima". Hahahaha.

    Tolinho. Como o cara poderia não associar duas antropólogas no Tinder que moram na mesma cidade? Socorro! Pediu pra ser babaca, entrou na fila 2 vezes e Deus concedeu o pedido.
    Ri da história com ele, o acalmei mas disse que ele seria personagem do manual da mulher solteira independente para o seu desespero. Sim, caros leitores, o manual está deixando marcas e rastros. Homens do passado e homens do futuro cuidado!

    O jovem mancebo viciado-em-antropólogas-no-Tinder sumiu, até mandou algumas mensagens depois do episódio, mas como cumpriu com o seu dever de me conceder algumas informações e me entregar de bandeja uma boa história pra contar, no bar ou aqui no manual pra mim já deu. Obrigada fofinho.

    Conselho da mulher solteira independente para as amigues: Cuidado com os rapazinhos que colocam no profile "homem de família", "procuro relacionamento sério", ou durante o papo com você acabou de se separar na esposa, namorada (era o caso do mnage). É roubada e está gritando na sua testa que não vai dar certo. Se for pra fazer pesquisa vale à pena, são carentes e fáceis de serem manipulados. Fora isso, passa pra frente. Chuta que é macumba.

    Dica para os amigos que usam Tinder: Moço, rapaz de bem, querido fofolete, não mente pra gente porque mentira tem perna curta (o ditado tem razão de existir). Mulher fala, mulher se comunica e a gente conta as coisas uma pras outras, sempre. Antes de você ficar todo galanteador pensa um pouco e foca no que você quer. Enquanto você está vindo com o milho a gente até já fez a pipoca. Tolinho. Beijo e não me liga.

    IMPORTANTE

    Leitores do manual, rapazes e moças que usam o Tinder para fins de romance e relações afetivo-sexuais de qualquer ordem: Eu já ouvi e conheci muitos relatos de situações darem certo com o aplicativo e também histórias que não foram tão felizes. Desse modo, fica a palavra da antropóloga: sejam sensatos sempre avaliem com critério e cuidado como se você estivesse num barzinho da sua cidade. Chopp gelado, batata frita sequinha e uma boa conversa pode fazer milagres na vida da gente. Então puxa uma cadeira ou um teclado e manda ver.
    Meu obrigada ao meu amigo Fabro Orbaf, meu parceiro de boas conversas tinderescas que me ofertou o nome deste episódio ao ouvir meu relato às gargalhadas.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Mudar é bom - Cosmopolitan maio 2015

A Revista Cosmopolitan deste mês (maio 2015) traz uma matéria que leva a leitora pra dentro da revista. Lá estou eu contando parte da minha história. Obrigada a Caroline Marino, Juliana De Mari e a Mariana Camardelli pelo profissionalismo e carinho! ��
Foto Maira Coelho